Entretanto, ainda não há previsão de conclusão e reabertura do templo
As obras de reforma da Igreja São Sebastião, localizada no Centro Histórico de Manaus, que teve início ainda no início deste ano já estão mais de 50% concluídas. Entretanto, ainda não há previsão de conclusão e reabertura do templo.
A informação foi confirmada à reportagem de A CRÍTICA na noite desta terça-feira (11) pelo Frei Paulo Xavier, responsável pelos Capuchinhos das Obras de Reforma e Restauro, que enfatizou a importância da intervenção para a segurança dos fiéis.
“As obras estão em andamento. A reforma de acessibilidade, adequações e pinturas estão já mais de 50% concluídas”, destacou Frei Paulo.
Questionado sobre problemas na estrutura do telhado, o Frei Paulo explicou que a igreja é centenária e por conta disso o material sofre com o desgaste do tempo. Xavier também ressaltou que já estão sendo tomadas medidas para reestruturá-lo.
“A questão do telhado é uma realidade que devemos encaminhar. A Igreja é de 1888 e o material que era usado, com o tempo, traz novas situações. Desde o início de janeiro, já não pudemos fazer as celebrações por uma questão de segurança para os fiéis. Já estamos com a equipe do IPHAN, SEC, Arquidiocese, dando os encaminhamentos necessários sobre o telhado e o teto”, declarou Xavier.
O frei responsável pelos Capuchinhos das Obras de Reforma e Restauro também destacou que a Igreja São Sebastião está fechada por tempo indeterminado, e não há previsão para a reabertura.
A reforma da Igreja São Sebastião faz parte de um projeto mais amplo que envolve outras duas igrejas, Nossa Senhora dos Remédios e Nossa Senhora da Conceição, a Matriz. De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), foram direcionados cerca de R$ 7,995 milhões para a reforma das três igrejas, em uma articulação da bancada federal amazonense da legislatura passada.
Inicialmente, as obras deveriam durar 12 meses na Matriz, e nove meses nas igrejas dos Remédios e de São Sebastião como informou a superintendente do Iphan, Beatriz Calheiros, à A CRÍTICA em outra reportagem.
“A nossa previsão, o contrato vai até abril, a previsão que a gente entregue neste primeiro semestre as três igrejas paulatinamente, conforme vão ficando prontas, a gente vai entregando”.
(Foto: Jeiza Russo)
Por: Lucas Vasconcelos