Saúde mental: empresa destaca práticas para evitar afastamentos por questões emocionais
Publicado em 01/04/2025 09:24
Saúde & Ciências

Brasil bate recorde de afastamentos, e nova regulamentação exige que empresas enfrentem o problema já em 2025

 

O Brasil registrou um aumento histórico no número de afastamentos por transtornos mentais em 2024. Mais de 440 mil trabalhadores precisaram se afastar devido a diagnósticos como ansiedade, depressão e burnout, segundo dados do Ministério da Previdência Social. No Amazonas, 2.603 trabalhadores foram afastados pelo mesmo motivo, um crescimento preocupante que impacta diretamente a produtividade e a economia da região.

 

Diante desse cenário alarmante, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-01) foi atualizada e passa a exigir, a partir de 26 de maio de 2025, que todas as empresas incluam a avaliação de riscos psicossociais em seus Programas de Gerenciamento de Riscos (PGR). Isso significa que a saúde mental deixou de ser um tema opcional e se tornou um requisito legal para as organizações.

 

A saúde mental já afeta os lucros – e quem investir nisso terá vantagem competitiva

Empresas que negligenciam a saúde mental sofrem impactos diretos em sua performance financeira. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada US$ 1 investido em programas de saúde mental, as empresas têm um retorno de até US$ 4 em produtividade. Já um levantamento da Harvard Business Review mostra que organizações com iniciativas estruturadas nessa área reduzem em até 40% a rotatividade de funcionários.

 

O cenário oposto é devastador:

 

O absenteísmo por transtornos psicológicos já é a segunda maior causa de afastamento do trabalho no Brasil.

 

O presenteísmo – quando funcionários permanecem no trabalho, mas operam com baixa produtividade devido a problemas emocionais – pode custar até 12% do faturamento anual das empresas.

 

Empresas sem políticas de saúde mental registram queda de 33% no engajamento e na retenção de talentos.

 

“A saúde mental no trabalho não é mais uma opção ou um tema para o futuro. A questão agora não é SE as empresas vão atuar, mas QUANDO. O tempo de postergar essa conversa acabou. O Brasil bate recordes de afastamentos, e quem não agir agora estará colocando seu negócio em risco – seja pela alta rotatividade, seja pelo impacto financeiro de colaboradores adoecidos”, destaca Luanna Cunha, psicóloga e diretora executiva da Permah Consultoria e Psicologia.

 

A NR-01 não é um obstáculo – é uma oportunidade de crescimento

Já Ana Jeffres, psicóloga e diretora de operações da Permah, reforça que a atualização da NR-01 representa um divisor de águas no mundo corporativo:

 

"A inclusão dos riscos psicossociais na NR-01 não é apenas uma exigência burocrática, mas um marco na forma como as empresas gerenciam o bem-estar de seus times. Com a regulamentação em vigor, não há mais espaço para ignorar o impacto da saúde mental nos resultados. As empresas que se anteciparem estarão fortalecendo não só a produtividade, mas também sua reputação e sustentabilidade no mercado.”

 

Psicologia Positiva: A chave para engajamento e alta performance

A Permah é pioneira na aplicação da Psicologia Positiva no ambiente corporativo, utilizando estratégias que vão além da prevenção de doenças. Nossa abordagem foca no desenvolvimento do potencial humano, no fortalecimento de lideranças e na criação de ambientes organizacionais saudáveis.

 

Empresas que aplicam esses conceitos registram:

✔ 22% mais produtividade em comparação às que não possuem programas de bem-estar;

✔ 125% mais engajamento quando os colaboradores sentem que seu trabalho tem um propósito claro;

✔ Menos 50% de afastamentos quando há cultura organizacional de apoio e segurança psicológica.

 

(Foto: Agência Brasil)

Fonte: acritica.com

 

 

Comentários
Comentário enviado com sucesso!