Desenvolvido por Paulo Amazonas, o Reset busca promover equilíbrio emocional, alta performance e autoconhecimento
Imagine uma terapia em que não há comprimidos, mas sons. Em vez de receituários, há frequências cuidadosamente moduladas para promover equilíbrio emocional, clareza mental e bem-estar profundo. Assim nasce o Reset, uma experiência criada pelo médico nutrologista Paulo Amazonas que une medicina metabólica, saberes ancestrais e o poder do sound healing — a terapia por frequências sonoras.
A proposta é ousada e inovadora: alinhar corpo, mente e consciência, por meio de vibrações sonoras que impactam diretamente o sistema nervoso, os estados emocionais e, até mesmo, a performance cognitiva. “A ideia surgiu como uma necessidade e um resgate. Há dois anos, eu entrei em uma das maiores clínicas de São Paulo que tinha inúmeros terapeutas sonoros e, ao participar da minha primeira sessão de sound healing e ter contato com um som medicinal, vi uma mudança gigantesca na minha ansiedade, no meu nível de estresse e inúmeras questões internas”, revelou Paulo ao VIDA.
Conforme o médico, aquilo foi “muito potente e transformador”. “Senti a necessidade de, além de usar mais vezes, levar para o meu consultório como uma forma de trabalhar o mental do meu paciente. Além disso, o som sempre fez parte da minha vida, eu tocava quando criança, então, a arte, principalmente a música, sempre foi uma necessidade da minha ciência, da minha alma. Quando eu percebi e vi a possibilidade de unir essa necessidade de usar o som, não somente como uma forma de arte, mas como uma forma medicinal, comecei a estudar e usar como terapia”, acrescentou.
Paulo explica que as ondas sonoras são ondas mecânicas, onde existe um movimento das partículas do ar ou do meio que ela está percorrendo. “A onda anda não só no ar, mas ela percorre a água cinco vezes mais rápido do que o próprio ar, e o nosso corpo é 70% água. Esse movimento mecânico [do ar], das partículas, transportam informação. A onda sonora, a música, é um pacote de informação, um pacote de energia, e quando nosso corpo capta isso, nós temos receptores que estimulam, dependendo da frequência desse som, determinadas vias”.
No caso de uma sessão de sound healing, são utilizadas frequências sonoras que estimulam o corpo. “O sistema nervoso da cura, do relaxamento, da tranquilidade. São ondas que estimulam o sistema nervoso parassimpático, que é o sistema nervoso que promove o equilíbrio metabólico”, frisou.
Quando o médico estimula esse sistema nervoso, são liberados neurotransmissores que acalmam, relaxam e organizam a psiquê, que promovem serenidade, diminuem a ansiedade e aliviam a tensão. Além disso, segundo Paulo, existem inúmeros outros fenômenos que acontecem no corpo, mecanismos que esse som, nessa frequência específica, pode gerar.
“Quando uma pessoa participa de um banho sonoro desse ou uma sessão de sound healing ou medicina do som, ela é banhada com frequências que estimulam esse sistema nervoso parassimpático e talvez esteja aí um dos grandes mecanismos de regulação metabólica, porque, quando estimulo esse sistema nervoso parassimpático, eu aumento a produção de neurotransmissores e melhoro a digestão, o funcionamento do intestino. Eu reduzo a produção de cortisol, que é o hormônio do estresse, melhoro o sistema imunológico, aumento a produção de hormônios sexuais pelas gônadas. Além disso, os neurotransmissores que esse sistema nervoso promove e gera causam um relaxamento psíquico, um poder mental e cognitivo otimizado”, ressaltou Paulo.
Ainda segundo o médico, é muito comum a pessoa sentir uma maior conexão consigo, um maior silêncio interior e, com isso, a intuição ficar aflorada, as percepções das emoções, o alívio das tensões físicas e emocionais - promovendo, consequentemente, uma melhora da qualidade do sono. “E muito mais clareza mental para tomar decisões assertivas, saindo de uma posição de reatividade e entrando em uma posição de seriedade, serenidade e sabedoria”, completou.
Saberes ancestrais
Durante a entrevista, Paulo Amazonas relembra uma frase de Ailton Krenak, onde o líder indígena e ambientalista fala que o futuro é ancestral. “Realmente, a gente perdeu todos esses conhecimentos ancestrais da medicina, da origem da medicina. Com a criação do medicamento, da indústria farmacêutica, a gente acabou direcionando os estudos apenas para a medicalização, e chegou um ponto onde ela [a medicalização] não está conseguindo prevenir doenças, não está conseguindo mais ajudar as pessoas a curarem questões emocionais. Foi necessário a gente resgatar conhecimentos ancestrais para unir a medicina convencional com a medicina moderna, e através dessa união a gente potencializar a cura, potencializar os tratamentos e potencializar, principalmente, o bem-estar, a qualidade de vida e o sentimento de vitalidade, a sensação de vitalidade das pessoas”, disse o médico.
Ele, então, alia esses conhecimentos modernos - das tecnologias, da biofísica, da máquina, dos hormônios e dos medicamentos - a práticas ancestrais, como meditação, yoga e terapia sonora, entre outras, sempre que necessário. O intuito é potencializar o tratamento, harmonizando corpo, mente e espírito. Organizando, principalmente, o ser humano.
“Acredito que é o olhar ancestral, e resgatando essas tecnologias milenares, como o som e a meditação, que a gente consegue entender profundamente a verdadeira origem das causas das doenças atuais, que não é no plano físico, mas em planos emocionais, mentais, energéticos e espirituais. E só o resgate da medicina ancestral, das sabedorias ancestrais, que a gente consegue entender o que nós viemos fazer aqui e como a gente se cura”, concluiu o médico.
De acordo com Paulo Amazonas, através do som, é possível estimular todo o metabolismo do ser humano. “Uma medicina potencializa a outra, e é por isso que as células são tão complementares. Enquanto a gente está dando para o metabolismo nutrientes, hormônios e, algumas vezes, usando até medicamento para tentar organizar, retornar ao equilíbrio do corpo da célula, o som é capaz de estimular esse equilíbrio de forma muito mais potente, porque ele age a nível molecular. Ele age a nível quântico, a nível de partícula, e através do som eu consigo estimular todo o metabolismo, via sistema nervoso”.
Quando ele alia nutrição, metabolismo, intestino e saúde hormonal com o estímulo neurológico, organizando principalmente o pensamento, é possível potencializar e ver resultados muito superiores do que se tivesse, por exemplo, apenas tratando o corpo físico e não tratando, também, o corpo mental, energético e espiritual - e é aí que o som entra, sendo capaz de tratar e mexer em corpos físico, mental e espiritual.
“Através do som, da frequência do sound healing, a gente consegue também ampliar a percepção interna de cada um. A pessoa consegue, durante uma sessão, ter clareza dos próprios pensamentos, dos próprios sentimentos e, através da organização que essas frequências sonoras geram no estado mental, emocional e energético, isso potencializa autoconhecimento, insight. E uma pessoa que está em contato com a sua essência, contato com seu eu interior, com a sua mente organizada, ela, consequentemente, tem o metabolismo mais eficiente e toma decisões mais assertivas, gerando com certeza essa alta produtividade metabólica e na vida”, finalizou Paulo.
(Foto: Divulgação)
Fonte: Gabriel Machado