Realizada na penúltima semana de dezembro de 2025, pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), pesquisa nutricional, identificou que taxa global de desnutrição de crianças é de 53%. A desnutrição aguda grave dessa população alcança 18%, e a aguda moderada 35%.
O estudo mostra que nas regiões de conflito a desnutrição infantil avançou de modo acelerado e expõe a ameaça à vida dessas crianças. De acordo com a diretoria do Unicef, esse resultado está entre as maiores taxas de desnutrição já registradas em uma pesquisa desse tipo em qualquer lugar do mundo.
O valor de 53% é três vezes superior ao limiar de emergência de 15% definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Sudão, na cidade de Darfur do Norte, o cenário encontrado é: uma em cada seis crianças sofre de desnutrição aguda grave. Nessa condição, uma criança pode vir a óbito em poucas semanas, caso não receba tratamento adequado e imediato. O que não está disponível nesse país, em guerra desde 2023, com 13 milhões de pessoas em deslocamento na busca de um lugar para viver.
A diretoria executiva do Unicef considera que quando a desnutrição aguda grave atinge o nível ora constatado na pesquisa, o tempo se torna o fator mais crítico. A agência tenta mobilizar a atenção da sociedade global e dos governos para que possam perceber o drama dessas crianças desnutridas em luta desigual pela vida e tomar decisões que tenham impacto na resolução dos conflitos e das guerras e possam assegurar meios de salvar essas crianças.
Em Gaza, são 12 mil crianças com idade abaixo de 5 anos sofrem de desnutrição aguda. O número explodiu desde o início da guerra. Uma em cada cinco crianças na cidade de Gaza estava internada por desnutrição, alertava relatório do Unicef divulgado no ano passado. Nesse momento, 9.300 crianças estão, nessa região, em tratamento no combate à desnutrição.
No Brasil, a insegurança alimentar atinge principalmente crianças negras e indígenas. O país saiu do Mapa da Fome, em 2024, mas ainda persistem condições de pobreza que repercutem na forma de alimentar crianças e adolescentes. A insegurança alimentar remete à falta de acesso regular aos alimentos em quantidade adequada e com qualidade. Especialistas afirmam que o problema está na desigualdade socioeconômica profunda que persiste no país.
(Foto: Agência Brasil)
Fonte: Agência Brasil