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Casos de síndrome respiratória grave caem no país, mas Amazonas segue em alerta
Segundo Fiocruz, avanço da influenza A mantém estado em nível de risco elevado
Publicado em 30/01/2026 08:46
Saúde & Ciências

Apesar da tendência de queda dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na maior parte do Brasil, o Amazonas segue em situação de risco elevado, impulsionado principalmente pelo aumento das infecções causadas pelo vírus da influenza A. O dado consta no boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (29) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

 

De acordo com o levantamento, os estados do Amazonas, Acre e Roraima apresentam, nas últimas semanas, incidência de SRAG em nível de risco ou alto risco, na contramão do cenário nacional, que aponta redução consistente dos casos graves de doenças respiratórias.

 

A pesquisadora Tatiana Portella, responsável pelo InfoGripe, destacou que, no Amazonas, o crescimento acelerado dos casos continua sendo provocado pela circulação da influenza A.

 

“Diante dessa alta de influenza A em alguns estados do Norte, é essencial que a população prioritária da região, como indígenas, idosos e pessoas com comorbidades, se vacine o quanto antes contra o vírus. A vacina contra a influenza é bastante segura e é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos”, alertou a pesquisadora.

 

Perfil dos vírus em circulação

Nas quatro últimas semanas epidemiológicas analisadas pelo InfoGripe, a prevalência entre os casos positivos de SRAG no país foi a seguinte:

 

20,1% influenza A

2,3% influenza B

10,7% vírus sincicial respiratório

32,6% rinovírus

20,4% Sars-CoV-2 (Covid-19)

 

Entre os óbitos registrados no mesmo período, a presença dos vírus foi ainda mais expressiva para a influenza A e a Covid-19:

 

28,3% influenza A

3,5% influenza B

1,8% vírus sincicial respiratório

15,9% rinovírus

41,6% Sars-CoV-2 (Covid-19)

 

A Fiocruz reforça que, no Amazonas, a combinação entre circulação intensa da gripe, vulnerabilidade de populações específicas e desafios de acesso à saúde torna a vacinação a principal estratégia para evitar internações e mortes por SRAG.

 

(*) Com informações da Agência Brasil.

 

(Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)

Fonte: Agência Brasil

 

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