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Massa muscular: como ela garante mais saúde e longevidade
Publicado em 27/04/2026 07:31
Saúde & Ciências

Especialista explica a importância do tecido muscular no controle da glicose, regulação hormonal e prevenção de doenças crônicas

 

Por muito tempo, ganhar músculo foi tratado como uma questão puramente estética. Corpos definidos dominavam capas de revistas e redes sociais, enquanto o real impacto da massa muscular na saúde passava quase despercebido. Hoje, essa lógica mudou: a ciência e os profissionais da área apontam o músculo como um dos principais indicadores de qualidade de vida ao longo dos anos.

 

A explicação está no papel metabólico da massa magra. O tecido muscular atua diretamente no controle da glicose, na regulação hormonal e na redução de processos inflamatórios - fatores determinantes na prevenção de doenças crônicas, como diabetes tipo 2, obesidade e doenças cardiovasculares.

 

Para a personal trainer Inara Tavares, esse entendimento é cada vez mais claro na prática. “Com mais massa muscular, o indivíduo tem um maior controle glicêmico, menos inflamação e maior autonomia. Quanto mais massa muscular, mais longevidade e qualidade de vida é garantido”, afirmou ao VIDA deste sábado (25).

 

Com o avanço da idade, no entanto, manter essa massa se torna um desafio. A perda muscular progressiva, conhecida como sarcopenia, é um processo natural do envelhecimento, mas que pode ser acelerado pelo sedentarismo e por hábitos inadequados - e os impactos vão muito além da aparência.

 

“Com a perda de massa, aumentam riscos como quedas que causam fraturas, perda da funcionalidade, dores articulares, dificuldade de subir escadas e andar por muito tempo, além da perda da autonomia”, explicou Inara.

 

Esse cenário ajuda a entender por que a preservação muscular é, hoje, uma das prioridades em saúde pública, especialmente, em populações mais envelhecidas.

 

Individual

Apesar da importância, não existe um número universal que determine a quantidade ideal de massa muscular. Cada corpo responde de forma única, considerando fatores como idade, sexo, altura e composição corporal. Mais do que atingir um padrão, o foco está em manter níveis saudáveis e funcionais.

 

“Não existe nenhum número exato. A massa magra depende muito de cada indivíduo”, destacou a profissional.

 

Na prática, isso significa que o acompanhamento personalizado, com avaliação física e orientação profissional, é essencial para entender as necessidades de cada pessoa.

 

Outro ponto-chave é a combinação entre treino e alimentação. Não basta frequentar a academia sem dar atenção ao que se consome - e o inverso também não funciona. A construção e manutenção muscular dependem diretamente desse equilíbrio.

 

“Os dois se complementam. Sem treino, não existe massa muscular; sem alimentação, o treino não constrói. Só funciona se os dois andarem de mãos dadas”, reforçou Inara.

 

Proteínas adequadas, ingestão calórica equilibrada e micronutrientes são fundamentais para sustentar esse processo.

 

Processo

A atenção à massa muscular também deve começar mais cedo do que muitos imaginam. Embora os efeitos mais visíveis apareçam com o envelhecimento, a perda começa de forma silenciosa ainda na vida adulta, e pode se intensificar rapidamente sem intervenção.

 

“A perda se inicia nos 30 anos e acelera a partir dos 40. Portanto, é importante manter a constância de treinos a partir dessa idade para, na melhor idade, você estar funcional”, encerrou Inara.

 

(Foto: Divulgação)

Fonte: Gabriel Machado/acritica.com

 

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