Data criada pela ONU destaca avanços na preservação ambiental e aponta a bioeconomia como alternativa para enfrentar os desafios climáticos e reduzir a dependência de combustíveis fósseis
Bioeconomia surge como alternativa viável e promissora para a preservação ecológica
Nesta sexta-feira, o mundo celebra o Dia Mundial do Meio Ambiente, data instituída em 1972 pela Organização das Nações Unidas (ONU), marcando o início das discussões políticas globais sobre a preservação ecológica. De lá para cá, podemos dizer que houve avanços significativos, embora os desafios globais tenham se tornado mais complexos. É nesse contexto que a bioeconomia surge como alternativa viável e promissora . Trata-se de um modelo de desenvolvimento econômico focado no uso sustentável, regenerativo e circular de recursos biológicos renováveis, tendo como principal objetivo substituir matérias-primas fósseis e não renováveis por soluções biológicas inovadoras.
Desde a primeira conferência mundial sobre o ambiente, em 1972, houve progressos inegáveis: a proteção da natureza deixou de ser um interesse restrito de cientistas e passou a integrar a geopolítica, a economia e as leis de quase todos os países; nações como o Brasil criaram ministérios do meio ambiente e legislações específicas; o avanço do desmatamento passou a ser uma preocupação mundial. Hoje pouca gente lembra, mas a degradação da camada de ozônio na atmosfera foi umas das grandes ameaças ambientais nos anos 80. O problema foi superado por meio de colaboração internacional e rigorosos protocolos.
Mais de meio século após a criação do Dia Mundial do Meio Ambiente, o cenário global tornou-se ainda mais desafiador. O uso de combustíveis fósseis só aumenta, chegando quase a dobrar na década de 1970. Apesar do avanço histórico recente das energias renováveis, o crescimento da população mundial, a industrialização de países emergentes e a demanda por transportes fizeram o consumo de carvão, petróleo e gás natural atingir recordes históricos.
Mas há motivos para otimismo: estudos da Agência Internacional de Energia (AIE) indicam que as políticas atuais e o forte avanço das tecnologias limpas farão o consumo de carvão, petróleo e gás atingir o topo antes de 2030. A partir desse ponto máximo, a curva começará a declinar gradualmente. Um sintoma dessa mudança é o crescimento da frota de veículos elétricos, inclusive no Brasil. Os desafios ambientais são enormes, mas o mundo avança, ainda que lentamente.
(Foto: Reprodução)
Fonte: acritica.com