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Clubes brasileiros na Libertadores: retrospecto
Publicado em 25/09/2026 06:05
Economia

Retrospecto dos clubes brasileiros na Libertadores: títulos, finais e campanhas históricas, do Santos de Pelé à sequência recente de conquistas

 

Libertadores: o retrospecto dos brasileiros na competição

A história dos clubes brasileiros na Libertadores começa com uma derrota. Em 1960, na primeira edição, o Peñarol eliminou o Olimpia e o Brasil sequer chegou perto da decisão. Dois anos depois, o Santos de Pelé virou a chave e abriu um ciclo que ainda não terminou.

 

De lá para cá, o país acumulou 25 conquistas continentais, distribuídas entre doze clubes diferentes. Esse retrospecto não é linear: tem décadas de escassez, finais perdidas que viraram trauma e uma sequência recente de domínio que nenhuma outra federação sul-americana conseguiu igualar.

 

Os pioneiros: o Santos de Pelé e a primeira hegemonia

O Santos foi o primeiro campeão brasileiro, em 1962, ao bater o Peñarol em um desempate disputado em Buenos Aires por 3 a 0. No ano seguinte repetiu a dose contra o Boca Juniors, vencendo por 2 a 1 na Bombonera, feito raro para qualquer visitante da época.

 

Depois disso, veio um longo jejum. O Brasil só voltaria ao topo em 1976, com o Cruzeiro de Nelinho e Piazza, que superou o River Plate em partida extra no Chile. Em 1981, o Flamengo de Zico eliminou o Cobreloa e conquistou o título que abriria caminho para o Mundial contra o Liverpool.

 

Mas por que os brasileiros demoraram a dominar o torneio? A resposta passa por calendário e prioridade. Durante os anos 1960 e 1970, o Campeonato Brasileiro e os estaduais concentravam a atenção dos clubes, e a Libertadores era vista como compromisso secundário, com viagens desgastantes e arbitragens hostis. Só quando o torneio ganhou peso financeiro e simbólico a postura mudou.

 

A era de consolidação: anos 1990 e o São Paulo bicampeão

O Grêmio de Renato Portaluppi venceu em 1983, batendo o Peñarol, mas foi nos anos 1990 que o Brasil passou a ser presença constante nas decisões. O São Paulo de Telê Santana conquistou 1992 e 1993, tornando-se o primeiro clube brasileiro bicampeão consecutivo da competição.

 

Na sequência apareceram o Grêmio de 1995, o Cruzeiro de 1997, o Vasco de 1998 e o Palmeiras de 1999, que superou o Deportivo Cali nos pênaltis com Marcos defendendo duas cobranças. Foram cinco títulos brasileiros em oito anos, marca que reposicionou o país no continente.

 

Porém, nem todo capítulo é vitorioso. O Palmeiras perdeu a decisão de 2000 para o Boca Juniors nos pênaltis, depois de eliminar o Corinthians na semifinal. O São Caetano caiu para o Olimpia em 2002, também nas penalidades. E o Santos de 2003, com Robinho e Diego, foi superado pelo Boca em dois jogos. Essas derrotas explicam por que cada conquista posterior teve peso emocional tão grande para as torcidas.

 

Protagonistas por clube: quem marcou época

O Internacional de 2006, comandado por Abel Braga, venceu o São Paulo na final e ficou conhecido pela campanha defensiva impecável fora de casa. Quatro anos depois, o mesmo clube voltaria a levantar a taça diante do Guadalajara.

 

O Corinthians de 2012 fechou a campanha invicto, algo pouco comum no torneio, com Emerson Sheik decidindo a final contra o Boca Juniors. O Atlético Mineiro de 2013 protagonizou a virada mais lembrada da década recente, quando reverteu o 2 a 0 sofrido para o Olimpia no Paraguai e venceu nos pênaltis com Victor defendendo a última cobrança.

 

O Santos de 2011 também entra nessa lista, com Neymar, Ganso e Danilo em um elenco jovem que superou o Peñarol na decisão. E o Grêmio de 2017 venceu o Lanús em Buenos Aires com dois gols de Luan.

 

A sequência recente: sete títulos consecutivos

Entre 2019 e 2025, todos os campeões da Libertadores foram brasileiros. Flamengo (2019, 2022 e 2025), Palmeiras (2020 e 2021), Fluminense (2023) e Botafogo (2024) formaram a sequência mais longa de domínio de um país na história da competição. Nesse intervalo, três finais foram decididas entre dois clubes do Brasil: Palmeiras e Santos em 2020, Palmeiras e Flamengo em 2021, e Flamengo e Palmeiras novamente em 2025.

 

Esse desempenho tem explicações concretas. A adoção do modelo de clube-empresa, o aumento das receitas de transmissão e a premiação da Conmebol, que passou dos 20 milhões de dólares para o campeão, ampliaram a diferença estrutural entre os elencos brasileiros e os demais do continente.

 

O interesse do torcedor acompanhou esse movimento. A cada rodada de mata-mata, cresce a busca por estatísticas, escalações e mercados como número de escanteios, gols no primeiro tempo e classificação por chaves. Plataformas regulamentadas como a Bet.bet cassino oferecem apostas ao vivo durante as partidas e depósitos via Pix, e quem acompanha os clubes brasileiros na Libertadores costuma combinar esse acompanhamento com o calendário do Brasileirão. Como o volume de jogos é intenso entre março e novembro, definir limites de tempo e de valor antes de começar faz parte de jogar com responsabilidade.

 

Curiosidades que escapam da lista de campeões

O Flamengo de 1981 conquistou a Libertadores e, no mesmo ano, venceu o Mundial com um 3 a 0 sobre o Liverpool, dobradinha que poucos clubes do continente repetiram.

 

A partida mais tensa envolvendo brasileiros talvez seja a semifinal de 2000 entre Palmeiras e Corinthians, primeiro confronto entre os dois rivais na competição. Já o Botafogo de 2024 quebrou um jejum longo de títulos relevantes e venceu a final contra o Atlético Mineiro jogando com um jogador a menos desde os primeiros minutos.

 

Outro detalhe pouco citado: o Cruzeiro venceu suas duas finais contra adversários de países diferentes e em décadas distintas, o River Plate argentino em 1976 e o Sporting Cristal peruano em 1997, o que mostra a variedade de estilos que os brasileiros precisaram enfrentar ao longo do tempo.

 

O que a trajetória continental diz sobre o futebol do país?

O retrospecto mostra um futebol que deixou de tratar a Libertadores como obrigação secundária e passou a organizar temporada, elenco e orçamento em função dela. A diferença entre o Brasil dos anos 1970, com um título em quinze edições, e o Brasil da última década, com sete taças seguidas, é menos de talento individual e mais de estrutura, planejamento e profundidade de plantel.

 

A próxima pergunta é sobre sustentabilidade. Se a distância financeira continuar aumentando, a competição corre o risco de perder equilíbrio, e a Conmebol já discute ajustes na distribuição de vagas e premiação. Para o torcedor brasileiro, o desafio muda de figura: a expectativa deixou de ser chegar à final e passou a ser vencê-la.

 

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(Foto: Divulgação)

Fonte: acritica.com

 

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