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Manaus pede socorro diante da péssima qualidade do ar
Publicado em 13/10/2026 09:07
Turismo & Meio Ambiente

Fumaça de queimadas, atendimentos de saúde e falta de respostas efetivas expõem a demora do poder público diante de uma crise que afeta a população da capital amazonense

 

O que realmente está sendo feito em Manaus e nos demais municípios do Amazonas para barrar os incêndios? A semana passada foi marcada pela péssima qualidade do ar da capital amazonense e esta que se inicia permanece com a indicação técnico-científica nos parâmetros “péssima” e “insalubre”.

 

Dados oficiais apontam para elevado número de atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e nos hospitais. Os sintomas da maioria dos pacientes são crises de falta de ar, tosse intensa, dor de cabeça e irritação nos olhos e garganta. Os idosos, crianças, pessoas com doenças cardíacas e pulmonares são os mais afetados pela péssima qualidade do ar da cidade de Manaus.

 

Os meios de comunicação informam que os incêndios permanecem. São aproximadamente 1.200 focos de incêndios registrados pelo Painel do Fogo no Amazonas, assim distribuídos: Lábrea, 225 focos; Autazes, 151; Boca do Acre, 118. Em 24 horas foram notificados 46 focos em oito dos 62 municípios do Amazonas.

 

Em Manaus, a fumaça prolongada obriga a mudanças de planos, remanejamentos e agravamento da condição de vida para parcela mais expressiva da população. Alguns trabalhadores, como os de aplicativos, permanecem atuando sem qualquer tipo de cobertura e apoio. Adoecidos têm no Sistema Único de Saúde (SUS) o local de atendimento tanto em situações graves quanto nas mais leves.

 

Faltam informações efetivas para que a população possa lidar com essa realidade e falta monitoramento que resulte em tomada de providência. A sensação experimentada é de que os responsáveis pelos incêndios têm facilidade para agir, em alguns casos, de modo criminoso. Qual tecnologia está sendo utilizada para monitorar? Ou permanece a postura de “deixar a boiada passar” ou o seu equivalente, deixar “o fogo queimar”.

 

As respostas estão lentas demais e alguns gestores diretamente responsáveis nessa área demonstram inabilidade no trato da questão. Não é normal que uma cidade permaneça tantos dias tomada por pesada fumaça, que seus habitantes sejam mantidos em condição de adoecimento contínuo, atividades suspensas e uma série de efeitos nocivos a vários setores. Manaus pede socorro e o que se percebe é que esse pedido é interditado por agentes públicos que deveriam ser os primeiros a agir de modo responsável e em busca de alianças para minimizar as consequências danosas dessa realidade.

 

(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)

Fonte: Jornal A Crítica

 

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