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Flávio comanda ‘bloco’ para renovar antipetismo em Manaus após ato da esquerda
Publicado em 20/10/2026 06:51
Politica

Ato marcado por músicas e frases de efeito contra o PT e Lula ocorre uma semana após manifestação histórica da esquerda em Manaus

 

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reuniu milhares de apoiadores em um ato que busca renovar o antipetismo em Manaus, na semana final da eleição. A mobilização ocorre dias depois de a esquerda comandar um ato histórico, após o presidente Lula (PT) encerrar o primeiro turno em segundo lugar na disputa.

 

A organização do evento, intitulado “Bloquinho do 22”, ainda não divulgou a estimativa de público. A orla da Ponta Negra ficou lotada de apoiadores, e as avenidas Coronel Teixeira e Turismo, que dão acesso à área, registraram mais de um quilômetro de engarrafamento cada.

 

Flávio Bolsonaro subiu em um trio elétrico acompanhado da candidata ao governo do Amazonas, Maria do Carmo Seffair (PL), do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e do deputado federal eleito Lucas Pavanato (PL-SP). Com a proposta de um bloco de Carnaval, o ato não teve falas iniciais dos candidatos. O trio saiu pela orla da Ponta Negra enquanto reproduzia músicas da campanha bolsonarista que criticam o Partido dos Trabalhadores (PT) e Lula.

 

Flávio Bolsonaro esteve em Manaus durante ato nesta segunda Foto: Junio Matos

 

Antipetismo

ato foi marcado por músicas e frases de efeito contra o PT. Em determinado momento, quando a Guarda Municipal de Manaus segurou o trânsito por alguns minutos próximo à rotatória da orla, manifestantes acusaram o agente de ser “petista” — um sinal do clima anti-esquerda formado no local.

 

O empresário Ruberval Santana, 52, gritava “Lula, ladrão, seu lugar é na prisão” e animava os bolsonaristas em meio à multidão. À reportagem, ele defendeu uma mudança na gestão federal.

 

“Flávio está preparado, assim como o Bolsonaro. A esquerda precisa ser banida da nossa política brasileira, e a nossa direita precisa vencer”, afirmou.

 

Após esquerda

A mobilização em Manaus, cidade que deu vitória à família Bolsonaro em 2018, 2022 e no primeiro turno de 2026, busca renovar um sentimento anti-PT que tem se mostrado efetivo para levar as pessoas às urnas.

 

O bloco também ocorre uma semana após a esquerda manauara, liderada por movimentos estudantis, reunir cerca de 50 mil pessoas no Centro de Manaus, no último dia 11 de outubro. O ato, que vem sendo considerado a maior manifestação espontânea pró-Lula já feita na capital amazonense, foi impulsionado pelo receio de que o petista seja derrotado por Flávio Bolsonaro no segundo turno.

 

Direita lota Ponta Negra durante ato 

 

Foto: Jorge Alberto

Por Waldick Júnior/acritica.com

 

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