Seleção Brasileira melhora desempenho em relação à qualificatória, compete sem quedas e garante vaga no Mundial de 2027
A Seleção Brasileira de Ginástica Artística Feminina ficou em quinto lugar na final por equipes do Mundial disputado em Roterdã, na Holanda. Nesta quarta-feira (21), Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Thais Fidélis e Sophia Weisberg somaram 159.730 pontos, melhorando de posição em relação à qualificatória, na qual haviam conseguido a oitava vaga. O Brasil, que havia registrado 159.131 na segunda-feira, foi o único país a melhorar a somatória na final e festejou também o fato de não ter sofrido quedas. O título ficou com a China. Estados Unidos e Japão completaram o pódio.
No solo, Thais Fidélis se destacou, obtendo a nota mais alta entre as brasileiras: 12.933. Lorrane (12.900) e Flávia (12.800) contribuíram com notas próximas.
No salto, Sophia Weisberg deu a chamada volta por cima. A jovem atleta tivera uma falha durante as qualificatórias. Na final, acertou um Yurchenko com dupla pirueta e registrou a maior pontuação de sua carreira no aparelho (14.033). Rebeca, como de costume, se destacou (14.400). Flávia fez um Yurchenko com pirueta (13.000).
Nas assimétricas, Lorrane fez uma boa série (13.533). Thais melhorou em relação à qualificação (12.466). Flávia obteve a nota 13.133.
Na trave, Thais conseguiu a nota 13.033. Flávia , que se classificou para a final do aparelho, novamente sobressaiu (14.033). Rebeca contribuiu com a nota 13.433.
“Nosso principal objetivo era a classificação para o Mundial de 2027, o que conseguimos. Sabemos que a caminhada é dura. O primeiro passo já demos. Agora é continuar treinando. Não há segredo. Já sabemos como é”, disse Flávia. “Ainda temos algumas finais para disputar aqui. Depois vamos trabalhar em cima do que podemos melhorar”, completou.
Chefe de delegação e chefe de equipe em Roterdã, Juliana Fajardo resumiu a importância da participação no Mundial. “Uma de nossas prioridades era trazer essas jovens para trabalharem e competirem com as mais experientes. Foi o primeiro Mundial do ciclo com competição por equipes. Nosso foco foi fazer desta competição um grande laboratório, que nos dará subsídios para a sequência do trabalho até Los Angeles. Nós também sempre priorizamos manter a saúde física e mental, e mais uma vez o Brasil foi reconhecido como a equipe mais feliz”.
A treinadora Iryna Ilyashenko observa que há grande margem de melhora. “Tivemos alguns erros nas chegadas. Numa competição perfeita, daria para nos aproximarmos do pódio”.
Já o treinador Francisco Porath Neto descreveu como foi a participação, sobretudo do ponto de vista anímico. “As atletas passaram bem pelo solo e lutaram. Isso inflamou todo mundo. Aí fomos para o salto e para os outros aparelhos mantendo esse espírito. Gostei muito da atitude das nossas atletas. Foi uma competição sem quedas. Este é um Mundial do qual a gente sairá satisfeito. Viemos com o objetivo de classificação para o próximo Mundial e conseguimos. Isso nos motiva muito”.
Na sexta-feira (23), às 13h30 (de Manaus), Flávia Saraiva e Lorrane Oliveira disputarão a final do individual geral. No sábado (24), a partir das 8h, Rebeca Andrade compete no salto. No domingo (25), a partir das 8h, Flávia disputa a final da trave.
Seleção Brasileira de Ginástica Artística Feminina
Foto: MelloGym / CBG
Por Redação