Ao defender a Alma do Mocambo, convidou os brincantes para viajarem pelo sincretismo tão forte na comunidade a 50 quilômetros de Parintins.
Em sua segunda e última emoção deste ano, o Boi Espalha Emoção abriu a noite no Festival do Mocambo do Arari. Em canto à resistência da fé do mocambense, emocionou ao poetizar a vivência do caboclo amazônida e sua inesgotável alegria em viver.
(Foto: Junio Matos)
Ao defender a Alma do Mocambo, convidou os brincantes para viajarem pelo sincretismo tão forte na comunidade a 50 quilômetros de Parintins. “Velas acesas, terços em punho, procissões, batuques nos terreiros, encantarias indígenas”, convidou o Boi Amarelo, que foi à arena como o próprio boi da promessa a São João Batista.
(Foto: Junio Matos)
Com a galera animada, a noite passou como uma grande brincadeira. Puxados pelo amo Adriano Aguiar, que também é diretor musical do Caprichoso, teve de cachaça a cafezinho e beiju em plena arena.
(Foto: Junio Matos)
O contexto
A Figura Típica Regional da noite: Beijuzeiro e Beijuzeira da Amazônia. Cafezinho à parte, destaque deste momento foi a indumentária da Porta-Estandarte, que tinha beijus de verdade. Da mesma figura, claro, veio a rainha do folclore.
(Foto: Junio Matos)
Os itens, como podem perceber, são os mesmos de Parintins. Em lenda Amazônica, o guerreiro Juma lutou contra os caçadores. E da defesa dela, surge a mãe natureza encarnada na cunhã-poranga. O ritual do pajé Raony, que veio à arena empunhando um crânio de boi, encerrou a temporada do Espalha Emoção.
(Foto: Junio Matos)
Por: Isabella Pina