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Esquema do Master no AM investigado
A representação, assinada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, pede investigação sobre uso de terras da União em Apuí, e emissão de créditos “sem lastro”, a partir de revelações feitas pela Folha de S. Paulo.
Publicado em 21/01/2026 08:38
Manaus & Municípios

Chegou ao Tribunal de Contas da União nesta segunda-feira (19) um pedido para a apuração de esquema de créditos de carbono atribuído à família Vorcaro, à Alliance Participações e a fundos administrados pela Reag. A representação, assinada pelo subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, pede investigação sobre uso de terras da União em Apuí, e emissão de créditos “sem lastro”, a partir de revelações feitas pela Folha de S. Paulo.

 

Turbinagem  - O pedido de investigação solicita a reavaliação de patrimônio de dois fundos da Reag, após empresas investidas serem infladas em mais de R$ 45,5 bilhões com créditos gerados em área pública no Amazonas, e o examine das operações financeiras feitas a partir desses créditos, além dos possíveis impactos ao patrimônio público e à credibilidade do mercado.

 

Reação  -  O deputado estadual Comandante Dan (Podemos) contestou estudo de instituições científicas, incluindo a Ufam, que aponta alto risco sanitário no asfaltamento do “trecho do meio” da BR-319, com possível liberação de patógenos e novas zoonoses. Ele disse respeitar a ciência, mas criticou “veto por hipótese” e cobra alternativa. “O maior risco hoje é a ambulância que não passa”.

 

Argumento -  Para reforçar, Dan citou a Pesquisa Rodovias 2025 (CNT), com o seguinte dado: má pavimentação eleva em 57,5% o custo do transporte no AM e gera 16,7 milhões de litros extras de diesel, prejuízo de R$ 95,78 milhões e 44,04 mil toneladas a mais de emissões. O deputado defendeu a pavimentação “com vigilância” e condicionantes ambientais.

 

Evidência 1 -  Ainda sobre o tema, o pesquisador Lucas Ferrante, da USP, disse ao SIM&NÃO que há razões comprovadas para se preocupar com a reforma da BR-319, a partir de dados registradas em estudo coordenado por ele e publicado no Journal of Public Health, no ano passado.

 

Evidência 2 -  O estudo cita dados do Relatório de Mobilidade Comunitária da Covid-19 para rebater a tese de que a repavimentação não teria impacto epidemiológico. Entre 2020 e 2022, por exemplo, a mobilidade no Amazonas teria subido mais de 2.000%, com altas acima de 1.500% em Manaus e Porto Velho e de 500% em Humaitá.

 

Cenário  - A pesquisa diz que o cenário atual, de maior circulação, amplia o risco de transmissão e não pode ser comparado ao período em que a rodovia foi trafegável até 1988.

 

Alerta -  O MPE/AM acionou a Prefeitura de Manaus e a Semasc após constatar que o Saica (Serviço de Acolhimento Institucional de Crianças e Adolescentes) segue com superlotação, estrutura precária e falta de pessoal. Em vistoria de outubro de 2025, a unidade (planejada para 20) tinha 32 acolhidos; em inspeção anterior, chegou a 44.

 

Cobrança  - A Semasc reconheceu a superlotação, mas alegou restrição orçamentária para abrir nova unidade. O MP recomendou expansão imediata da rede (novo imóvel ou “Saica II”), correções de segurança e sanitárias (extintores, gás, AVCB, água) e recomposição de equipes, com mudança gradual do modelo de “bolsa” e prioridade para concurso. Prefeitura e secretaria têm 20 dias úteis para responder e apresentar plano. O descumprimento pode virar ACP por improbidade.

 

(Foto: Divulgação)

Fonte: André Alves/acritica.com

 

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