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Brasil confirma primeira morte por hantavírus em Minas Gerais
Publicado em 11/05/2026 08:52
Saúde & Ciências

Homem de 46 anos morreu após contato com roedores silvestres em área rural

 

O Brasil confirmou a primeira morte por hantavírus registrada neste ano. O paciente era um homem de 46 anos, morador do município de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, em Minas Gerais. O registro do óbito consta nos dados preliminares do último boletim epidemiológico publicado pelo Ministério da Saúde em 27 de maio, mas o caso só foi confirmado pela pasta neste domingo (10).

 

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, a morte ocorreu em fevereiro deste ano. A infecção foi confirmada pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), após análises laboratoriais. Ainda segundo a secretaria, a vítima trabalhava em uma lavoura e tinha histórico de contato com roedores silvestres na área.

 

Para a secretaria, a morte confirmada no estado não tem ligação com outros episódios recentes da doença, como o surto registrado em um cruzeiro que partiu da Argentina. De acordo com o Ministério da Saúde, não há registro da circulação do genótipo Andes no Brasil, variante relacionada ao raro episódio de transmissão interpessoal registrado na Argentina e no Chile e que está em circulação no navio.

 

Conforme a pasta, os casos humanos registrados no Brasil não apresentam transmissão entre pessoas. Até o momento, o país identificou nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres, sem confirmação de transmissão interpessoal.

 

Cenário epidemiológico no Brasil

Desde a identificação da doença no país, em 1993, até dezembro de 2025, foram confirmados 2.412 casos de hantavírus e 926 mortes pela doença. Em 2025, o Brasil registrou 35 casos e 15 mortes. Em 2026, até o momento, foram confirmados sete casos, sem relação com a situação internacional.

 

A doença

De acordo com o Ministério da Saúde, a hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se manifesta principalmente na forma da Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), doença que pode comprometer pulmões e coração. O vírus é transmitido principalmente pelo contato com urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados, especialmente pela inalação de partículas presentes em ambientes contaminados.

 

(Foto: Divulgação)

Fonte: Amariles Gama/acritica.com

 

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