O ano de 2026 já começou e promete doze meses bastante agitados, sobretudo no campo da política, já que, em outubro, os brasileiros voltam às urnas para escolher o novo presidente da República, os novos governadores, deputados e senadores. Nos bastidores da política amazonense, a pré-campanha já está em pleno andamento nos corredores dos órgãos públicos e deve se intensificar bastante nos próximos meses.
Talvez, a única pausa ocorra entre junho e julho, quando todas as atenções estarão voltadas para a Copa do Mundo de Futebol, que será a maior da história em número de jogos e seleções participantes. Como é de praxe em anos eleitorais, podemos esperar pesados investimentos públicos que, ainda que motivados, em parte, por estratégias políticas, podem finalmente atender velhas demandas; como a reconstrução da rodovia-BR 319.
Neste início do ano, o foco está na liberação do licenciamento ambiental para o “trecho do meio” e no avanço de obras em lotes específicos. O Ministério dos Transportes projeta que a licença ambiental para pavimentar os 405 km do trecho central seja emitida ainda no primeiro semestre, considerando a nova legislação de licenciamento. Se a obra já estiver em execução na fase crucial da campanha, entre setembro e outubro, não vão faltar candidatos reivindicando em palanques a “paternidade” do empreendimento.
Do ponto de vista econômico no Amazonas, 2026 deve continuar o desempenho visto no ano passado, com a indústria batendo recordes de produção, empregos e faturamento. A dúvida fica no setor comercial, onde lojistas viram movimento aquém do esperado no período de final de ano, o que se deve, em parte, aos elevados juros, que encarecem o crédito e limitam o consumo.
Quanto a isso, a projeção do mercado financeiro é de corte gradual na Selic – a taxa básica de juros - ao longo de 2026, chegando a 12,25% no final do ano. Hoje a Selic está fixada em 15% ao ano. O elevado endividamento da população amazonense em 2025 também contribui para o desaquecimento no comércio. Em resumo, tudo indica que 2026 será um ano de movimentação extrema na política, de fortalecimento na indústria e de recuperação no comércio. A conferir.
(Foto: Divulgação)
Fonte: acritica.com