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Pães italianos surgem como alternativa mais equilibrada aos industrializados
Publicado em 14/04/2026 07:47
Economia

Feitos a partir de técnicas tradicionais, eles conquistam não apenas pelo sabor marcante, mas também pelos potenciais benefícios à saúde

 

A busca por uma alimentação mais equilibrada tem impulsionado o interesse por alimentos produzidos de forma artesanal, e os pães italianos de fermentação natural aparecem como protagonistas nesse movimento. Feitos a partir de técnicas tradicionais e com respeito ao tempo de preparo, esses pães conquistam não apenas pelo sabor marcante e textura diferenciada, mas também pelos potenciais benefícios à saúde - especialmente, quando comparados aos produtos industrializados.

 

Diferentemente dos pães produzidos em larga escala, que utilizam fermentos industriais e processos acelerados, a fermentação natural depende de um cultivo vivo de micro-organismos, o levain, e de longos períodos de descanso da massa. Esse tempo mais prolongado permite transformações químicas importantes, que impactam diretamente tanto o sabor quanto a digestibilidade do alimento.

 

De acordo com o artesão Príncipe Souza, o principal diferencial está justamente nesse processo mais lento e cuidadoso. “A fermentação natural se utiliza de um processo lento que reduz o pico de glicose e as moléculas de glúten são quebradas em pequenos pedaços, o que pode diminuir a probabilidade de intolerância ao glúten”, explicou ao VIDA.

 

Segundo ele, a quebra dos carboidratos complexos também contribui para uma digestão mais leve.

 

Menos açúcar

Especialistas apontam que, durante a fermentação longa, bactérias benéficas e leveduras naturais atuam na massa, promovendo a pré-digestão de alguns componentes. Isso pode resultar em um alimento com menor índice glicêmico, ou seja, que libera açúcar no sangue de forma mais gradual, evitando picos. “A digestão se torna mais fácil e com menor índice glicêmico, significa não disparar o açúcar no sangue”, reforçou Príncipe.

 

O levain, peça-chave desse tipo de panificação, também contribui para o valor nutricional do pão. Rico em microorganismos naturais, ele favorece a biodisponibilidade de nutrientes, tornando vitaminas e minerais mais acessíveis ao organismo. “O levain apresenta baixo índice glicêmico, alta digestibilidade proteica, alto teor de minerais e antioxidantes e composição de fibras alimentares”, destacou o artesão.

 

“‘Cada macaco no seu galho’. Nosso ‘galho’ é o artesanal nutritivo e saudável. Cada qual tem seu valor”, acrescentou - destacando, também, a maior durabilidade dos produtos industrializados devido ao uso de conservantes.

 

Apesar dos benefícios, o consumo não é indicado para todos. Pessoas com doença celíaca ou intolerância ao glúten devem evitar qualquer tipo de pão que contenha essa proteína, mesmo os de fermentação natural. “Restrições: os celíacos, que são os que têm alergia ao glúten e quem tem sensibilidade ao glúten”, alertou Príncipe.

 

Para quem deseja começar a consumir ou até produzir esse tipo de pão em casa, o cuidado com os ingredientes, o tempo de fermentação e o manejo do levain são fundamentais. Além disso, o artesão ressalta a importância de valorizar a produção local e artesanal, fortalecendo a cadeia produtiva e incentivando o consumo consciente. “O importante está em nós fazermos nosso trabalho da melhor maneira, visando a satisfação e o bom atendimento”, concluiu Príncipe, celebrando a tradição familiar e o compromisso com a produção de um “pão ‘honesto’, nutritivo e saudável”.

 

(Foto: Divulgação)

Fonte: Gabriel Machado/acritica.com

 

 

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