Funcionário mais antigo da TV, Manoel Gilberto Piranha começou na emissora aos 17 anos e acompanhou a evolução tecnológica da televisão amazonense ao longo de quase cinco décadas
Há 46 anos, Manoel Gilberto Piranha ou apenas Piranha, vive a TV A Crítica. Ele começou na empresa aos 17 anos e celebra cada aniversário dela como se fosse parte do seu próprio novo ciclo de vida. Nesta terça-feira, data que marca os 54 anos da emissora, ele conta um pouco de como é estar do outro lado da tela.
Nessas quase cinco décadas de trabalho, Piranha já passou por várias funções. Ele foi operador de telecine, de áudio, de VT e hoje é coordenador de operações, diretor de TV e “nome certo em todas as nossas coberturas”, como define a própria direção da emissora. É dele a responsabilidade de fazer os cortes de câmera que nossos milhões de telespectadores visualizam todos os dias nos programas ao vivo.

(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)
Gilberto se diverte ao lembrar do começo, reforça que era tudo mais difícil. Fazer televisão na Amazônia era como desbravar um vasto campo pouco explorado, não pela falta de vontade ou competência, mas pela distância dos grandes centro de produção midiáticos, algo que tornava os investimentos aqui mais caros. Segundo ele, a identidade da TV A Crítica começou a ser fortalecida aí, em como se sobressair diante das barreiras.
“Você que está cortando o programa, tem que ter atenção. A gente passou a ter uma visão mais técnica da linguagem televisiva. Foi quando a gente começou a assistir televisão, não só ver. Víamos coisas de fora, a gente lia livros e a tv passou a investir em mais e novos equipamentos”, explicou.
De mãos dadas com o povo

(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)
O slogan mais conhecido da televisão amazonense é uma herança do jornal impresso, está no DNA do jeito A Crítica de ser, mas ganhou uma nova aplicação na década de 80, quando a TV A Crítica passou a ampliar a cobertura televisiva no interior do Amazonas. A semente foi plantada pelo visionário Umberto Calderaro Filho.
“O Calderaro fez um pedido, ele disse assim: a única coisa que eu quero é ver meu povo na minha televisão. A partir daí a gente começou a fazer vários eventos no interior”, disse.
A visibilidade começou com as festas temáticas de cada município, como a da banana, em Coari. Evoluiu para o aniversário das cidades e hoje estamos em 17 estados do Brasil, ainda cumprindo esse mesmo pedido. Piranha não apenas viu essa transformação de perto, mas segue fazendo dela o seu maior ofício.
Para ele, fazer parte da emissora é contar parte da própria história. É ter aprendido mais sobre o Amazonas, mas ter ensinado a respeito do estado em cada corte de câmera, em cada contribuição nas reportagens, nas grandes coberturas. Hoje, aos 63 anos de idade, ele divide a função com novos colaboradores, mas ainda é apaixonado pelo trabalho, pelo desfio que lapidou a identidade A Crítica.
“Gosto de grandes eventos, cada evento é um desafio e eu me sinto um cara muito realizado. Eu gosto de fazer, vi tv preto e branco, analógica, digital e agora 4k, é algo muito legal pra mim”, comentou.
Ao lado de outro colaborador das antigas, o Paulinho Brandão Ribeiro, Piranha dá nome ao Estúdio P, lar do Manhã no Ar e raiz da Central de Produções, inaugurada em outubro de 2024 e marca da inovação tecnológica da TV A Crítica. A equipe de reportagem da tv preparou uma cobertura dessa evolução e você confere abaixo.
(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)
Fonte: Lucas Motta/acritica.com